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Eternamente em Botafogo

            Carioca da gema, fluminense doente, amante do Salgueiro, Dionísio era pura alegria. Dado a festas, muitos amigos e rodadas de cervejas em seu barraco, sempre foi rodeado por muitos: interesseiros e amigos verdadeiros.             Casou-se com a companheira de farra, dez anos mais velha do que ele, mas com […]

Ao mestre, com carinho!

José Carlos Buosi, na década de 70, foi professor de Português no Ginásio Estadual de Vila Munhoz, na Vila Maria, São Paulo. A foto acima, quarenta anos depois. A crônica: “Ao mestre, com carinho” escrevi em homenagem a ele, que tanto marcou a minha vida escolar. Viajo no túnel do tempo. Estou na década de […]

Noite de Inverno

“Se eu não achar cama, virei para a tua, disse o mendigo à morte.”                              Cláudio Feldman             Fecha a porta do banheiro e o basculante. Aquece o ambiente trancando o ar entre as quatro paredes e obedece ao ritual de todas as noites que, hoje, se faz muito fria. Despe-se, rapidamente, enquanto a água […]

O Menino Bartolomeu

O primeiro livro que li de Bartolomeu Campos de Queirós foi “Os Cinco Sentidos”, recomendado a um dos meus filhos pela escola. Um livro de apenas quinze páginas, mas de uma enorme densidade e pura poesia. Já na primeira frase, o impacto: “Por meio dos sentidos suspeitamos o mundo.”  Na última, a revelação: “Em cada […]

Busca

Quem mora dentro de mim? Às vezes, um passarinho, Que busca o aconchego do ninho. Às vezes, um gavião, Que ataca de supetão. Quem mora dentro de mim? Às vezes, um anjo dolente, Que sofre, mas sofre contente. Às vezes, uma fera carente, Que machuca muita gente inocente. Quem mora dentro de mim?  Às vezes, […]

Velhice

                                                                                                                                                                                                         O que restará na nossa velhice? Entre agulhas de tricô, jornais e baralhos, Vejo imperando, maior que tudo, O silêncio! O futuro já feito, dispersado. O passado ressuscitado Me faz companhia, E o presente… Esta ausência do diálogo… É o conviver constante com o tempo Que ocupa todos […]