
Escurece todos os dias na senzala.
A mulher negra exibe com temor
o ventre não livre e o horror
à luz de mais um dia se exala…
É o tempo que subtrai a liberdade
que inibe a arbitrariedade.
O escuro passa a ser tão importante:
sinônimo de proteção naquele instante.
Nascer para o mundo
é morrer para a família
é pertencer a “outro dono”
é ver a paz ser consumida.
E ela sofre ao imaginar que aquele filho
gerado com amor no ventre-abrigo
escuro como a pele, mas seguro
partirá, um dia, sem saber seu rumo.
E, embora negra e escrava, é mãe e sente
As mesmas dores da mãe branca-dona
que quer o filho forte, livre e presente
ciente de que a mãe nunca o abandona!
Essas mães que viraram séculos de vergonha para o Brasil e o mundo. Consideradas nada, porque “coisas”, sua poesia Fatinha, homenageia a todas, por todos nós!
Linda, meiga e muito reflexiva. Parabéns!
Como sempre, lindo e profundo.
Obrigada, queridas! Pela leitura e comentários. Beijos
Bela homenagem! Pena que nossa mídia mais popular não tenha feito qualquer menção a respeito. Ainda bem que existe a mídia alternativa…. Parabéns, grande poetisa! Beijo
Fátima, que coisa mais linda! Muito obrigado por cada palavra deste texto!
Amanhã o lerei pra minha mãe negra com certeza!
Obrigada a vocês, pela leitura e sensibilidade. Beijo carinhoso a dua mãe guerreira, Igor.
Sensacional, muito emocionante!
Imaginar a dor das mães que tiveram seus filhos arrancados de seus braços é quase como cravar uma faca no peito.
Parabéns, belíssimo texto!
Parabéns Laede pela sensibilidade em suas poesias que libertam as palavras que nos sufocam o peito!
Obrigada a vocês, poetas que são!